quarta-feira, 6 de maio de 2009

O bagulho tá sério!

O Retrato Paulistano segue no lixo. No bom sentido, é claro.
No texto abaixo falamos da "instalação inusitada" dos "artistas" da prefeitura, que deixaram o centro da cidade absolutamente sujo durante o fim de semana da Virada Cultural.
Hoje vamos "revirar" a lata para chegar a outra ponta da imundice. Para ilustrar o texto do dia, um caso prosaico. Dia desses, por volta das 11 da manhã, estava na calçada perto de casa e percebo pelo som alto a chegada de um carro. Uma pick-up Fiat Strada, com rodas e acessórios cromados. Em uma Fiat Strada cabem duas pessoas. Mas naquela estavam três jovens por volta dos 20 anos. Um, óbvio, como motorista. Outro no passageiro. E um terceiro amassado entre os bancos e o vidro da pick-up, em um espaço de mais ou menos 40 centímetros. Os três riam muito. Até aí, nada de errado. A não ser pela música. Tentei decorar o refrão do "batidão" para contar aqui.
Era mais ou menos assim: "..ério, ério, ério tira o chinelo que o bagulho tá sério".
Mas gosto musical não se discute. Bola pra frente.
Um deles, o passageiro, desce do carro e entra em um prédio.
O de trás, que estava todo empacotado, se desamassa como uma tartaruga saindo do casco pra pegar alface. Dá um último gole em uma latinha de cerveja Itaipava e joga a embalagem pela janela.Toca o celular do motorista que pede silêncio ao colega, o tartaruga. Ele dá um stop no "batidão" e trava um rápido diálogo:
-Alô, pai. Na boa. Não encana. Na boa. Abraço, pai!
O som volta ao mesmo refrão onde tinha parado. Acho que era na parte do chinelo, não me lembro bem.Nesse curto espaço de tempo o agora "nosso" amigo tartaruga já tinha tomado outra latinha.E adivinhem? Pela janela, é claro.
Enquanto isso o rapaz que tinha entrado no prédio reaparece com três copos na mão.
Tartaruga, ao avistá-lo, solta a seguinte frase: -Valeu, legalize!
Lá se foi a pick-up. Lá se foram tartaruga e seus amigos. Lá ficaram duas latinhas de cerveja.
Desse jeito, nem se a prefeitura mantivesse um gari em cada quarteirão da cidade.
"É ério, ério, ério, o bagulho tá sério!"

6 comentários:

  1. É meu caro Rafael. Eu ja presenciei tanta barbaridade desses jovens,jovens marginais.Mexem falam obcenidades não importando quem esteje presente,seja criança,idosos,moças etc.Agóra eu pergunto.Será que os pais não percebem isso? duvido que não saibam.Na verdade eles são coniventes.abs

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  2. Olá Rafa.. pois é meu caro, concordo com o batidão do nosso amigo tartaruga "o negócio tá sério" mesmo. E a situação não é apenas aí em São Paulo não.. na maioria das cidades do país as pessoas não têm consciência para o futuro. No interior, não vemos latas de lixo espalhadas pelas calçadas e os pobres dos garis é que se viram nos 30 para tentar deixar a cidade menos suja.
    Abraços pra vc!!!

    Caroline P. Colombo
    Campinas/SP

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  3. Hoje em dia, Rafa; os veículos dirigidos por jovens estão sempre assim: cheios de homens, todos bebendo e arremessando suas latinhas pelas janelas. O mais engraçado é que os "rapagões" dizem que saem de balada para "pegar as chachorra" (no singular mesmo).

    Pergunta: aonde cabe uma "cachorra" no meio de 3 homens, numa pick-up, se nem as latinhas encontram espaço para serem guardadas e, talvez por este motivo, os porcalhões atiram-nas sujando nossas ruas?

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  4. eu sou fã do jornal da hora quando vc volta vc me manda um oi ass:priscila

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  5. eu minha prima fran

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